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	<title>Vômitos de uma mente ociosa.</title>
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		<title>Independência ou&#8230; boa sorte!</title>
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		<pubDate>Wed, 07 Sep 2011 08:38:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Vômitos de uma mente ociosa</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p>Hoje é dia 7 de setembro de 2011 e hoje faz exatamente 189 anos que nós declaramos nossa inútil independência. Hoje também, aqui em Brasília, é a Marcha Contra a Corrupção, que nada mais é do que um bando de burguês lutando por um causa elitizada e achando que vão fazer alguma diferença. Desculpe-me a todos os envolvidos na Marcha, mas essa é a realidade, admitam. Concordo que a causa é super justa e correta. Bom, seria se os brasileiros fôssemos justos e corretos. É muito fácil ser contra os 4 meses por ano que o brasileiro paga só de imposto quando mora-se em uma casa confortável, tem-se carro(s) na garagem, estuda-se em escola/faculdade particular&#8230; Acho que eu deveria ir nessa Marcha somente pra contar quantos tênis de marca verei lá, quantos “jacarezinhos” estampados nas blusas, quantos meninos e meninas de ótima aparência por conta da boa vida que levam.</p>
<p>Obviamente que não estou me excluindo da classe burguesa desse país e nem dando uma de pobre e oprimida. Só acho que nós, a elite, devíamos nos tocar e cair na real de que nada adiantará fazer esse furdunço contra a corrupção. E sabe por quê? Por que a corrupção é muito nossa, a corrupção está dentro de cada um de nós, por mais que digamos que somos honestos. Admitamos que na primeira oportunidade que temos, passamos por cima das pessoas, tiramos vantagem de uma situação, damos o nosso “jeitinho brasileiro”. Admitamos mais: se fôssemos nós lá nos lugares dos políticos, ganhando os rios de dinheiro que eles ganham, se estaríamos preocupados com o “povão”, se estaríamos preocupados com um bando de jovens gritando nas ruas coisas, aparentemente, sem sentido.</p>
<p>É tão fácil sair gritando “abaixo à corrupção” quando se é corrupto consigo mesmo, com seus próprios preceitos, princípios e ideologias. O fato é que essa é uma causa perdida e entrar no ringue já sabendo que irá perder a luta é, no mínimo, burrice. E tudo isso pra quê? Pra dizer depois “eu fiz a minha parte”? Muito bom, palmas pra você&#8230; desculpe, como era seu nome mesmo? A verdade é que no cenário atual do Brasil não há mais espaço para essas revoluções engajadas. O tempo dos “Caras Pintadas” e das “Diretas Já!” já passou e nunca teremos a mesma força e nem o mesmo impacto que eles, até porque o contexto histórico é outro. E enquanto vocês tiverem lá queimando a cabeça debaixo do sol escaldante, os políticos estarão em casa, no ar-condicionado, apontando pra TV rindo e se perguntando “esses moleques realmente acham que isso vai fazer alguma diferença?”.</p>
<p>Pode parecer que eu já desisti do meu país, que não sou patriota, mas não. Só um verdadeiro patriota sabe reconhecer o verdadeiro país que mora, com toda sua podridão e, mesmo assim, amá-lo. Eu amo o Brasil, mas me desculpem, não sou hipócrita. Não sou hipócrita a ponto de lutar por causas perdidas, não sou hipócrita ao ponto de colocar a culpa naqueles que estão nos representando como se eu fosse totalmente isenta de culpa. Eles só traduzem o que nós verdadeiramente somos, só são a projeção da nossa sociedade. É como dizem, o povo tem os governantes que merece.</p>
<p>Quisera o pobre poder sequer pensar em fazer parte dessas revoltazinhas. Quisera ele ter tempo de sair às ruas gritando besteiras, mas não, ele só consegue se preocupar se terá dinheiro pra comprar comida para os filhos, pra pagar o aluguel e os zilhões de impostos que nosso querido governo cobra. O pobre tem consciência que esses impostos são abusivos, mas não tem tempo, nem saúde, nem condição econômica, nem prestígio, nem importância e nem garganta pra dizer isso em voz alta. Quem se preocupa com essas coisas é o rico. O rico que se descabela com esses vários impostos, o rico que se desespera com a corrupção, porque sabe que é o dinheiro dele que está sendo roubado e não aquele mísero centavo do pobre. Então o que o rico faz? Dá uma de rebelde sem causa, se revolta, compra apito, pinta a cara, escreve cartazes e cospe na cara da sociedade que tá cansado de ser extorquido. Passada a euforia, ele volta pra casa correndo só pra poder se assistir na sua TV de LED de 42 polegadas.</p>
<p>Posso ser pessimista e até derrotista, mas sou realista e sei que daqui há dois dias ninguém se lembrará dessa Marcha, muito menos do objetivo dela. Lembre-se do que disse o poeta: “aquele garoto que ia mudar o mundo, agora assiste a tudo em cima do muro”.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/priduhau.wordpress.com/92/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/priduhau.wordpress.com/92/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/priduhau.wordpress.com/92/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/priduhau.wordpress.com/92/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/priduhau.wordpress.com/92/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/priduhau.wordpress.com/92/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/priduhau.wordpress.com/92/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/priduhau.wordpress.com/92/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/priduhau.wordpress.com/92/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/priduhau.wordpress.com/92/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/priduhau.wordpress.com/92/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/priduhau.wordpress.com/92/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/priduhau.wordpress.com/92/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/priduhau.wordpress.com/92/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=priduhau.wordpress.com&amp;blog=8834259&amp;post=92&amp;subd=priduhau&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Sentido? Pra quê?</title>
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		<pubDate>Mon, 06 Jun 2011 06:03:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Vômitos de uma mente ociosa</dc:creator>
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		<description><![CDATA[E começo esse texto por causa de um tweet que acabei de escrever: “como eu queria ser tão boa com ‘palavras faladas’ como eu sou com ‘palavras escritas’”. Nesse momento estou com os olhos marejados, não me pergunte o porquê, porque nem mesmo eu sei. Não é de tristeza e nem é de alegria. Pra falar a [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=priduhau.wordpress.com&amp;blog=8834259&amp;post=88&amp;subd=priduhau&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>E começo esse texto por causa de um <em>tweet </em>que acabei de escrever: “como eu queria ser tão boa com ‘palavras faladas’ como eu sou com ‘palavras escritas’”. Nesse momento estou com os olhos marejados, não me pergunte o porquê, porque nem mesmo eu sei. Não é de tristeza e nem é de alegria. Pra falar a verdade, nem sei por que eu estou escrevendo isso aqui. Acho que porque escrever pra mim é uma espécie de terapia, desafoga minha mente que, as vezes, é tão conturbada. Um arrepio acaba de percorrer minha espinha, eriçando todos os pelos do meu braço. Tá ficando cada vez mais difícil de reter as lágrimas, elas insistem em cair. Por que às vezes sinto que não pertenço a este lugar ou a este tempo? Por que sinto que não consigo me adequar, me encaixar nunca? Sabe o que me faria feliz? Um copo de uísque com gelo, um cigarro e uma companhia que aguentasse minhas loucuras ou, pelo menos, fingisse compreendê-las. Sinto-me enjaulada. Enjaulada na minha própria mente. Enjaulada no meu próprio corpo. Enjaulada na minha própria vida. Tenho a impressão de que ninguém realmente se importa com aquilo que eu faça ou diga. Agora, minha mente está a mil por hora, pensando tantas coisas ao mesmo tempo que chego a me fatigar. Queria que tudo fosse diferente. Não sei dizer como seria esse diferente, só sei que queria e quero e irei querer até o fim de minha existência. Sinto as vezes que minhas emoções são tão intensas que vão me rasgar por dentro. Talvez eu sinta isso porque quase nunca consigo expressá-las em sua totalidade. Continuo chorando por quê? Por que continuo chorando? Esse com certeza é o pior texto que já escrevi, mas é o melhor, porque não tem roteiro, não estou pensando antes de escrever cada palavra, elas estão simplesmente saindo, assim, como se tivessem vida própria.  Que merda de vida! É isso que eu digo, que merda de vida tenho eu. Cara, não tá funcionando. Não tá fluindo. Onde está a coerência? Coerência? Não, não suporto mais isso! E aí você olha pro seu vizinho e vê que ele tá feliz, com a vida dele, com a família dele, com a mulher dele, com quem ele é. Ou também será uma mera fantasia? Mentes distorcidas têm esse costume, digo porque sei. Aí você olha pra trás e vê que ninguém dá a mínima importância pra você, que você é só mais uma. Tanto faz. E o mínimo que você pede, que você suplica, que você implora é ter importância na vida de alguém. Quem? Como posso saber? E na sua mente fica rodando sem parar imagens em tons de sépia, sempre cheias de sorrisos e brilho no olhar e felicidade e vida e amor. Você tem a consciência de que não é importante, mas mesmo assim deseja ser. Você tem a consciência de que é patética, mas mesmo assim deseja ser feliz. Você tem a consciência de que sempre terá migalhas e sempre terá que se contentar com elas, mas não, você quer o todo. E você sente uma dor no peito, uma dor inominável, uma dor estranha que parece que surge de suas entranhas e tem reflexo em seus olhos. O que é? Mais um arrepio. Mais lágrimas. Sem falar das vezes que você é uma menininha de 12 anos que se agarra com o travesseiro esperando que, milagrosamente, ele se transforme nele. E nesse mundo você é totalmente feliz, mas as imagens estão borradas e são difíceis de completar. Por quê? E nos seus melhores dias, você olha pra dentro e vê que não é de todo ruim, que não está totalmente estragada, que pode sim ter alguma coisa a oferecer pra quem quiser possuir. Você se atreve até a sorrir, ousa gargalhar. Desafia sua sina. Se agarra à menor ilusão. Até quando? Até o próximo segundo. Até a próxima linha. Até a próxima página. Até o próximo capítulo. Aí quando você menos percebe, lá está ele novamente. Te esperando de braços abertos prontos para te engolfar. Te esperando com um sorriso malicioso de canto de boca. Lá está ele, envolto por escuridão. Lá está o fundo do poço novamente. E ele não vem sozinho. Não. Trás consigo suas piores lembranças e a convicção de que você não vale nada. Não importa. Não faz diferença. E ele faz isso de propósito. Sim. De propósito porque sabe que seu mais íntimo desejo é fazer a diferença, seja em qualquer sentido. Lágrimas novamente. Me deixem em paz. Isso é uma montanha-russa constante. Será que nunca vou conseguir sair dela? Por favor, eu só quero sair dela. É pedir demais? Sim. Me deixem sair dela mesmo assim, se não por merecimento, que seja por pena então. E a música de Chico não sai de sua cabeça “roda mundo, roda gigante, roda moinho, roda pião&#8230;” Você mais do que ninguém sabe o que é ter medo de espelhos. E a cada dia que passa teme por sua sanidade que parece que está se esvaindo aos poucos. Se é que um dia ela existiu. A cabeça dói, lateja. A mão treme. Os olhos não sabem em que direção olhar. A boca seca. O frio. A dor. As lágrimas. Até você chegar à conclusão que não merece ser feliz, que na verdade não merece nem viver. Na verdade não é que não mereça viver, é que vive por não merecer. Tudo o que você quer e ser resgatado, mas ninguém ouve seu pedido. Agora a música que toca é “Águas de Março” de Tom Jobim, porém na voz de Elis Regina. Aí você é capaz de parar. E para os outros você é completamente feliz. Completamente normal. Completamente sã. Mas não. Não se enganem. Você chora por não ter uma única pessoa no mundo que consiga enxergar que essa não é você. Não se iluda. Sempre terá aquela mancha escura dentro de ti e ela nunca desaparecerá. Talvez porque faça parte de quem você é. Talvez não. Talvez alguém possa removê-la. Talvez não. Dor, porque não me deixas? Você me sufoca a ponto d’eu não suportar a felicidade alheia. Isso me torna má, vil, sem coração? Não. Sim. Então você tenta se convencer de que isso é uma consequência de tudo que você sente. Ou é obrigada a sentir. Não tem como escapar. Você acha que nunca tentei? Já perdi a conta de quantas vezes. Mas é impossível, concluí. De novo você está temendo por sua sanidade. A única coisa que você quer é acabar com isso. Mas de que jeito? E aí mais uma nova descoberta: você é covarde. Descoberta? Não. Admita, você já sabia disso. Sim. Sua verdadeira Eu está aprisionada em sua mente, dentro de um quarto, escuro, pequeno e úmido. Ela está sozinha. Encolhida. Cansou de chorar. Não sente raiva. Não sente ódio. Não sente solidão. Não sente dor. Não sente. Mas você sabe que é ela quem você irá se tornar. Mais cedo ou mais tarde.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/priduhau.wordpress.com/88/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/priduhau.wordpress.com/88/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/priduhau.wordpress.com/88/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/priduhau.wordpress.com/88/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/priduhau.wordpress.com/88/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/priduhau.wordpress.com/88/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/priduhau.wordpress.com/88/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/priduhau.wordpress.com/88/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/priduhau.wordpress.com/88/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/priduhau.wordpress.com/88/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/priduhau.wordpress.com/88/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/priduhau.wordpress.com/88/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/priduhau.wordpress.com/88/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/priduhau.wordpress.com/88/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=priduhau.wordpress.com&amp;blog=8834259&amp;post=88&amp;subd=priduhau&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Digressões.</title>
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		<pubDate>Thu, 07 Oct 2010 01:19:37 +0000</pubDate>
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			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://priduhau.files.wordpress.com/2010/10/101187-35.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-47" title="101187-35" src="http://priduhau.files.wordpress.com/2010/10/101187-35.jpg?w=239&#038;h=300" alt="" width="239" height="300" /></a></p>
<p>Ah se eu pudesse&#8230; Ah se eu pudesse expressar os meus mais loucos devaneios, os meus mais íntimos anseios e os meus mais bobos receios. Como eu queria que o mundo me ouvisse, que o céu se abrisse e que eu pudesse divagar sobre minhas tolices.</p>
<p>Eu quero falar. Não. Eu quero gritar e quero vomitar as verdades na cara de quem merece ouvi-las. Que verdades são essas? Quem sou eu? Quem é você? Quem somos nós?</p>
<p>Como eu queria, mesmo que por poucos segundos, que as engrenagens que movem a intricada máquina da mente pudessem contemplar-nos com a chave do desvendamento de seu segredo. Ah! Quão sublime é o pensar. Caminhos tortuosos que são percorridos numa fração de segundo.</p>
<p>Eu queria, mesmo que por um átimo, expressar-me da maneira mais eloquente possível, que as palavras pululassem na minha mente como gotas reflexas que desenham aleatoriamente formas abstratas sobre a superfície outrora calma de um rio. Eu queria, ah! Eu queria que a minha voz fosse estrondosa e reverberasse nos ouvidos do que estão latentes por um grito que seja capaz de despertar os mais verdadeiros engajamentos, em prol de todos e de ninguém, de tudo e de nada.</p>
<p>Eu queria, mesmo que por um piscar de olhos, ter uma única e simples oportunidade de penetrar em cada mente que é por ora vivente e, assim, quem sabe, dizê-los que a moral fede, que a sinceridade é uma mera autoafirmação dos débeis e que a sanidade não passa de um cancro purulento ao qual os poderosos não permitem a cicatrização.</p>
<p>Eu quero ser mais visceral. Eu quero que cada sentimento surja das minhas entranhas e que ao surgir, dilacerem e arranquem cada órgão, para então abrir passagem como um demônio exorcizado.</p>
<p>Enquanto escrevo queria que o tempo parasse, o mundo inteiro mudasse e que uma nova ideia surgisse. Então ela pairaria no ar, leve como uma pluma, cândida, pronta pra despedaçar-se no mais leve toque.</p>
<p>Mudei de ideia. Mudei. Não quero planos, não quero mais danos ao que ainda posso chamar de consciência. O desejo mais inquietante do momento é encontrar as palavras certas para, finalmente, pôr fim a esse louco e delirante projeto de texto. Mas porque tudo tem que ter um fim? O fim é só mais um mero conceito, mas que terá aqui todo o meu respeito.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/priduhau.wordpress.com/45/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/priduhau.wordpress.com/45/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/priduhau.wordpress.com/45/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/priduhau.wordpress.com/45/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/priduhau.wordpress.com/45/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/priduhau.wordpress.com/45/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/priduhau.wordpress.com/45/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/priduhau.wordpress.com/45/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/priduhau.wordpress.com/45/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/priduhau.wordpress.com/45/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/priduhau.wordpress.com/45/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/priduhau.wordpress.com/45/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/priduhau.wordpress.com/45/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/priduhau.wordpress.com/45/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=priduhau.wordpress.com&amp;blog=8834259&amp;post=45&amp;subd=priduhau&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Moralismo primitivista.</title>
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		<pubDate>Wed, 24 Feb 2010 05:37:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Vômitos de uma mente ociosa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ociosidades]]></category>

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		<description><![CDATA[Homossexualidade. Vamos começar pela etimologia que fica mais fácil: como todo mundo já sabe, ‘homo’ quer dizer igual, ou seja, capacidade de relacionar (sexualmente ou não) com pessoas do mesmo sexo (ênfase, por favor, na palavra ‘capacidade’, sinônima de ‘qualidade’, que por sua vez é antônimo de ‘defeito’). Em plena primeira década do século XXI, [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=priduhau.wordpress.com&amp;blog=8834259&amp;post=33&amp;subd=priduhau&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://priduhau.files.wordpress.com/2010/02/magno_malta_110.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-34" title="magno_malta_110" src="http://priduhau.files.wordpress.com/2010/02/magno_malta_110.jpg?w=254&#038;h=300" alt="" width="254" height="300" /></a></p>
<p>Homossexualidade. Vamos começar pela etimologia que fica mais fácil: como todo mundo já sabe, ‘homo’ quer dizer igual, ou seja, capacidade de relacionar (sexualmente ou não) com pessoas do mesmo sexo (ênfase, por favor, na palavra ‘capacidade’, sinônima de ‘qualidade’, que por sua vez é antônimo de ‘defeito’). Em plena primeira década do século XXI, acho inconcebível as pessoas acharem que ser homossexual é um defeito, uma doença ou até mesmo descrença em Deus. E, por obséquio, não vamos começar com aquele nosso velho e repugnante falso moralismo de “Ai, eu não tenho preconceito”, “Respeito todos os gays, cada um com a sua escolha”. Nada mais piegas do que isso, sejamos francos conosco mesmos e admitamos que quando vemos um casal de homens se beijando na rua ainda olhamos com certa repulsa, e ainda nos achamos no direito de achar aquilo um verdadeiro absurdo. Afinal de contas, nós, heterossexuais, somos puros, virginais, nunca cometemos nenhum tipo de pecado e nunca tomamos nenhuma atitude vergonhosa ou hedionda que se equipare a um beijo criminal entre dois homens.</p>
<p>Um fato que todos já sabem, mas não admitem: falso moralismo é uma merda! Aliás, corrigindo: o moralismo é uma merda. Veja bem, quem sou eu ou você para afirmar que isso ou aquilo está dentro dos padrões da moral e dos bons costumes? E outra, que padrões são esses? Já sei! Tudo o que afete a ‘educação ideológica’ que nós recebemos – ou não – é considerado imoral. O moralismo brasileiro realmente é algo que me comove – ainda não sei se positiva ou negativamente – somos capazes de tirar proveito das mais variadas situações, sempre com a desculpa do ‘jeitinho brasileiro’. Perguntinha básica: é pra rir ou pra chorar disso? Fica a pergunta, mas eu já estou sendo prolixa demais e voltemos ao assunto principal.</p>
<p>Você por acaso já ouviu falar de ‘gene-homossexual’? É isso mesmo, existem muitas pesquisas atualmente a fim de descobrir se uma mulher que goste de vagina e um homem que goste de um pênis é problema da genética. E até pode ser que seja, mas acho que o real objetivo de tais pesquisas é tentar achar o ‘culpado’ para o grande crime da homossexualidade. Tentar saber de quem a criança herdou esse gene, para que depois, o pai ou a mãe recebam uma voz de prisão, afinal de contas, ser gay é contra a lei, não é? É, infelizmente assim pensa a maioria. E quem é a maioria? Heterossexuais que batem no peito e se vangloriam por estar livre da epidemia que vem se alastrando cada vez mais no mundo.</p>
<p>Agora imagine a seguinte situação: o gene-homossexual foi estudado e está provado que ele realmente existe, suponha que ele interfira diretamente na sexualidade da criança. Imagine agora que a ciência tenha desenvolvido um teste capaz de detectar quais recém-nascidos poderiam se tornar homossexuais. A partir da proposição anterior responda à pergunta: saber disso tornaria a sociedade mais tolerante com as minorias sexuais? A coisa iria era degringolar de vez, um bacanal generalizado, casais desesperados querendo saber se o perfeito primogênito poderia vir a não ser tão perfeito assim. Homens e mulheres se submetendo a baterias de exames para saberem se carregam o tal gene maligno, – acredite, seria exatamente desse jeito que o tal gene seria conhecido, ou coisa pior – os abortos cresceriam exponencialmente, uma vez que, sabendo se o filho que carrega vai ser o homossexual, com certeza muitas iriam rechaçá-lo.</p>
<p>Outra proposição: dois pesos, duas medidas (?). Explicar-me-ei. Se a homossexualidade é genética, a heterossexualidade também é, concorda? Lógica inegável. Portanto podemos considerar o ‘gene-macho’ mais importante que o ‘gene-biba’, uma vez que a heterossexualidade é primordial no quesito evolução (perpetuação da espécie). Partindo-se do princípio supracitado, os possuidores do gene-do-homossexualismo devem todos ir para o holocausto, “malditos vermes que sujam o sublime decorrer da evolução humana.” E olha que eu não entrei e nem vou entrar, no mérito religioso. É demais pra mim, ‘moralismo hiperbólico’ definitivamente não é comigo.</p>
<p>Só aceito a existência do gene-homossexual se também houver um ‘gene-do-preconceito’. Por que não? Perfeitamente plausível, já que nossas características de personalidade também são genéticas. Particularmente eu torço bastante para que haja mesmo o gene-do-preconceito, de verdade. Já ouviram falar de um cara chamado Charles Darwin? Aquele mesmo que disse que nossos pais eram macacos e que só sobrevivem os espertões. Gosto de uma palavrinha em específico que ele popularizou: Evolução. É simples, é uma coisa que determina o surgimento de novos elementos socioculturais mais complexos e diferenciados, resultado de modificações e/ou adaptações de elementos anteriores, menos complexos, obviamente. Mas o que a evolução tem a ver com o preconceito? Quem sabe, depois de muitos anos, ela não consiga desativar esse nosso – utópico – gene-do-preconceito? Afinal de contas é o dever dela tornar-nos cada vez melhores. (Pausa para a ressalva: se você acha que o preconceito é intrínseco, minhas sinceras condolências.)</p>
<p>Mas vamos fugir um pouco da questão biológica. Não tem nada escrito a respeito disso nos livros, e, não sei vocês, mas teoria me cansa. Vou começar com um exemplo bem chulo, mas lúdico o bastante. Lembram quando o celular era considerado coisa de outro mundo, ainda raro, pertencente somente à minoria? Pois bem, – e agora eu peço desculpas pela comparação – é a mesma coisa que deveria acontecer com o homossexualismo. Não, não estou dizendo que o mesmo tenha que virar parte da maioria (assim como o celular virou), mas fazer parte do cotidiano das pessoas, virar normalidade, sabe? Pode parecer simples (e é na verdade), mas o dia que duas mulheres puderem se beijar normalmente na praça de alimentação de um shopping sem ninguém olhar de rabo-de-olho, cochichar o acontecido com alguém ou até mesmo se ofender, será o dia que teremos chegado à igualdade.</p>
<p>Pra falar a verdade, não gosto da palavra ‘Igualdade’, simplesmente porque ela é quimérica. Se você acha que ela é tangível, sugiro parar com esse pensamento quixotesco e aceitar a realidade, genuína como ela é. Não posso tratar um aleijado (sem falso moralismo, ok?) da mesma forma que eu trato uma pessoa que regozija de plena saúde física. Não posso chegar simplesmente e falar: “E aí, vamos jogar uma peladinha?” Seria uma verdadeira obscenidade. Tratar os diferentes de acordo com sua respectiva desigualdade (deveria ser Constitucional isso), o mesmo se aplicaria aos gays, mas nem com essa controvérsia o respeito poderia fazer-se ausente.</p>
<p>Enfim, só sei que feliz é aquele que se liberta de sua ‘obrigação animalesca’ e é capaz de desafiar e contestar Darwin. Mas chega de retórica por ora, porque como diz o outro: “cada cabeça, uma sentença”. E se opinião/desejo mudasse alguma coisa, viveríamos no país daquela tal de Alice lá.</p>
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		<title>Aborto: uma questão de caráter.</title>
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		<pubDate>Sat, 08 Aug 2009 08:48:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Vômitos de uma mente ociosa</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Um espermatozóide proveniente do pai, um óvulo por sua vez da mãe. Ambos se encontram num verdadeiro espetáculo da anatomia humana, células sexuais que se fundem sem perguntar opinião aos seus respectivos donos, se não queriam isso, que impedissem a união. Depois de divinal acontecimento, começa ali uma vida, sim para mim a vida começa [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=priduhau.wordpress.com&amp;blog=8834259&amp;post=18&amp;subd=priduhau&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
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<p>Um espermatozóide proveniente do pai, um óvulo por sua vez da mãe. Ambos se encontram num verdadeiro espetáculo da anatomia humana, células sexuais que se fundem sem perguntar opinião aos seus respectivos donos, se não queriam isso, que impedissem a união. Depois de divinal acontecimento, começa ali uma vida, sim para mim a vida começa na fecundação, a mórula é uma vida! E o embrião começa a crescer, tomar forma, sexo, vigor, totalmente dependente daquele ventre que o carrega, mas aninhado ali, confortavelmente em sua morada que deveria ser de nove meses. De repente, um objeto estranho começa a empurrá-lo, machucá-lo, e tenta feri-lo, dilacerá-lo a todo custo, ele tenta se esquivar por instinto de sobrevivência, mas seu esforço é em vão diante da cruel, iminente e dolorosa morte. Não menos de repente, é arrancado do calor do útero da pessoa que ele achava que poderia vir a chamar de mãe, nesse instante já está morto, não se ouvem mais pulsos de seu ínfimo coração e a vida já se esvaiu daquele pequeno ser. Eis o aborto, senhores.</p>
<p>Esse só é mais um dos muitos métodos macabros de aborto. Se um feto apresenta de 6 a 16 semanas ele é literalmente sugado por uma cânula poderosíssima que o dilacera em várias partes a fim de ser aspirado. Existe o que se desmembra o feto para que então recolha os restos mortais, o envenenamento do líquido amniótico ao qual o feto está inserido ou até mesmo a sucção do cérebro da criança para em seguida a retirada do acéfalo. Cada método mais bestial que outro, que causa danos não só à mãe, mas ao bebê que na maioria das vezes já está com seu sistema nervoso formado, ou seja, sente dor.</p>
<p>Causa para tamanho ‘anti-humanismo’? Para mim, plausível somente em caso de estupro, e mesmo assim entram aí questões religiosas de que nada é por acaso, mas que são irrelevantes nesse texto. O que realmente levaria uma mulher a praticar tal demoníaco ato? Resposta impossível de dar se não se vive uma experiência dessas ativamente. O que se passa na cabeça dela, quais circunstâncias levaram-na a cogitar essa hipótese, em que meio ela vive, como se deu essa gravidez indesejada, enfim, motivações e/ou desculpas que talvez tentassem explicar o aborto.</p>
<p>Seria ele uma questão política, policial, social, religiosa ou pessoal? Bem, se fosse política o governo interviria mais nesse quesito e, além disso, contribuiria para a solução do mesmo, talvez implantando uma educação sexual desde a fase em que começamos a olhar o sexo oposto – medida de longo prazo – mas já que nosso eficaz governo não trabalha assim, poderiam ser feitas campanhas pró uso de métodos contraceptivos e quem sabe, uma melhoria do Sistema de Saúde, mas sem devaneios por enquanto.</p>
<p>Não vejo motivo para ser uma questão policial, talvez em caso de estupro, mas aí a lei vigente já assegura a permissão do aborto se a mãe assim o quiser.  Questão social? Sim, apesar da sociedade sempre levar a culpa de todo o caos mundial, aquela velha história da desigualdade social, falta de emprego, condições de vida e moradia, aqueles fatores que serviriam de apoio para uma posterior justificativa materna. E não vamos pôr em xeque aqui possíveis desvios de caráter da mãe e/ou do pai, senão a coisa se torna banal.</p>
<p>Sempre caímos no aspecto religioso, trava impasses para tudo. A santa Igreja Católica é sumariamente contra o ato abortivo, de qualquer espécie. Pregando a família ideal, a fidelidade acima de tudo e mais utopias religiosas. Bem, uma instituição que patrocinou a Inquisição, tolerou e colaborou com o genocídio dos índios, abençoou a escravidão, não tem muita moral para dizer o que seus fiéis devem ou não fazer. Pra mim esse veemente posicionamento da Igreja está mais para um androcentrismo do que qualquer outra coisa. Aspecto pessoal: aí sim, o mais sensato de todos. Cabe à mulher decidir o que fazer com sua vida, ou melhor, o que fazer com a vida de seu FILHO. As mulheres não abortam sozinhas, o homem que abandona uma mulher grávida, está abortando antes mesmo que ela.</p>
<p>Enfim, não estou aqui para julgar, para dizer o que é certo o que é errado. Talvez eu só possa opinar depois de engravidar indesejadamente. Mas não prejudique uma criança que não tem nada a ver com as atrocidades mundiais, não se torne uma assassina pensando somente no próprio bem-estar, não mate o possível ídolo de alguém, o possível descobridor da cura da AIDS ou  simplesmente o ser que irá chamá-la com toda ternura do mundo de ‘mãe’.</p>
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		<title>Fé, simplesmente.</title>
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		<pubDate>Sun, 02 Aug 2009 05:37:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Vômitos de uma mente ociosa</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Sempre quis escrever um texto sobre fé, somente. Acho que nunca tive nem a petulância muito menos a coragem de fazê-lo. Um assunto muito polêmico, entretanto essencial, aliás, nem sei se estou correta de tratá-la com um mero ‘assunto’. Seria mais que isso, muito mais, não sei definir, não sei se a sinto corretamente, não [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=priduhau.wordpress.com&amp;blog=8834259&amp;post=7&amp;subd=priduhau&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Sempre quis escrever um texto sobre fé, somente. Acho que nunca tive nem a petulância muito menos a coragem de fazê-lo. Um assunto muito polêmico, entretanto essencial, aliás, nem sei se estou correta de tratá-la com um mero ‘assunto’. Seria mais que isso, muito mais, não sei definir, não sei se a sinto corretamente, não sei nem como me dirigir à ela, me causa arrepios. Estabeleceremos um acordo aqui para facilitar: irei chamá-la de ‘sentimento’. Pelo conceito, a palavra Fé denota em <em>acreditar, confiar, apostar, crer</em>, mas especificamente em quê? Tal ‘sentimento’ é capaz de acontecimentos extraordinários, inexplicáveis pela inexorável razão humana. Por causa dela, várias religiões se criaram, várias forças superiores surgiram, com ela e por causa dela, existe o terrível Mal.</p>
<p>Um clichê aqui é válido, nada em exagero faz bem, muito menos a Fé. Use-a corretamente, ou não. ‘Usar’ também não seria o verbo correto, não estamos tratando de um simples objeto. Sinta-a de maneira saudável. Viva com o apoio dela e não por ela. Faz-nos muito bem, nos dá paz, nos engrandece espiritualmente, nos auxilia no dia-a-dia, mas pode ser traiçoeira e nos cegar de uma hora para outra. Sim, a Fé pode nos fazer mal, pode destruir a nossa razão conquistada ao longo de bilhões e bilhões de anos pela evolução.</p>
<p>Por falar nisso, acho que não seria viável usar a palavra ‘Evolução’ nesse contexto. Evolução X Fé, Igreja X Razão, Deus X Ciência, paradoxos que existem em nossas mentes desde que a possuímos. Qual está nos dizendo a verdade? Quem é o grande vilão? Quem é que está tentando tapar nossos olhos diante da pura e simples verdade? Sinceramente eu não sei, e para ser mais sincera ainda, não quero nem saber. Na minha concepção, as duas andam juntas, são aliadas, mas a sociedade é quem trava as batalhas entre as mesmas.</p>
<p>Idólatras religiosos e céticos, dois radicais, cada qual em sua vertente. Ambos levam ao extremo suas crenças e provas, ambos não sabem discernir quem é o impostor da história. Acho que a maneira certa de enxergar as coisas é um meio termo. Para mim, Deus é um grande cientista, um matemático, físico, químico, biólogo, historiador, médico, advogado, juiz, enfim, que criou cada biosfera, cada animal, cada órgão, cada tecido, cada célula, cada organela, cada cromatina condensada baseando-se nessas Suas ‘formações’.</p>
<p>Não consigo acreditar de maneira nenhuma no casal mais fiel que já existiu, Adão e Eva. Os primeiros habitantes da Terra, ao qual ele foi feito do barro e ela da costela de seu cônjuge. Realmente a mulher tem um par de costelas a menos do que o homem, mas porque o homem possui uma caixa torácica maior, e não porque tudo começou quando Deus tirou a costela de Adão e com ela criou a bela e virgem, por pouco tempo, Eva. Isso soa como um absurdo para mim, mas para outros foi exatamente assim que surgiu o Homem.</p>
<p>Pôr em xeque tais questões pode não ser correto de minha parte. Talvez, aos olhos Dele, eu esteja praticando injustificável heresia em  questioná-Lo. Quem me garante de que a cega da história aqui não seja eu? Muito provavelmente o Todo-Poderoso esteja olhando para mim agora e, lá de cima, está rindo da minha ínfima sabedoria e de minha colossal ignorância. ‘Só sei que nada sei. ’ Essa é a verdade. Que Ele me perdoe, mas nem sei se Ele realmente existe. Talvez a Fé seja um mero mecanismo que ajuda as pessoas a enfrentarem todos esses desastres, os massacres, as crueldades, a destruição, as guerras, as próprias pessoas, o sistema, o governo, o descaso, a miséria, a fome, a corrupção, o desemprego, a disparidade, a injustiça, a poluição e até o trânsito caótico, acreditem.</p>
<p>Indagações que nunca saberemos a resposta. Se Deus realmente existe, porque tanta barbárie? Por que tanta maldade no mundo? Por que tantos desastres causados pela própria Natureza que Ele mesmo criou? Por quê? Por quê? Enquanto isso, a minha distorcida mente prefere acreditar fielmente Nele, em Sua bondade, benevolência, sabedoria, justiça e blá blá blá. Somos Suas marionetes, e Ele, lá de sua morada divina, vai controlando cada movimento nosso e do nosso cenário. Mesmo controlados constantemente, às vezes fugimos disso e queremos ter uma espécie de ‘liberdade’, daí surge todo o mal e acaba que Ele não consegue mais controlar tanto ‘humanismo’ por assim dizer, que vai se espalhando como um câncer em metástase. O que nos resta é esperar que Ele corte os fios e, quem sabe transformar-nos em humanos de verdade e liberte a gente dessa constante ‘Alegoria da Caverna’.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/priduhau.wordpress.com/7/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/priduhau.wordpress.com/7/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/priduhau.wordpress.com/7/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/priduhau.wordpress.com/7/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/priduhau.wordpress.com/7/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/priduhau.wordpress.com/7/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/priduhau.wordpress.com/7/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/priduhau.wordpress.com/7/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/priduhau.wordpress.com/7/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/priduhau.wordpress.com/7/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/priduhau.wordpress.com/7/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/priduhau.wordpress.com/7/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/priduhau.wordpress.com/7/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/priduhau.wordpress.com/7/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=priduhau.wordpress.com&amp;blog=8834259&amp;post=7&amp;subd=priduhau&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Flamengo, meu time, minha vida.</title>
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		<pubDate>Sun, 02 Aug 2009 05:28:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Vômitos de uma mente ociosa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ociosidades]]></category>

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		<description><![CDATA[É tão difícil falar de amor, um sentimento tão temido, desconhecido por uns e ansiado por outros. O meu amor é bem simples, amo sem frescuras, sem fantasmas. Vivo para amar meu Mengão, tenho certeza disso. Não importa se eu sou mais um pontinho no meio de milhões de flamenguistas, não importa se meu grito [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=priduhau.wordpress.com&amp;blog=8834259&amp;post=3&amp;subd=priduhau&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-full wp-image-4" title="ATgAAAABH7OKrEkL_dlQskV5Tkcd2LN5vX_gZ906YnJ15MRjlLlKgStodqle5SAhIpzzLGAdyr7a0YW61lojiT_TGftGAJtU9VD5G4MFw8gNYOsRRWXhenLzvrLShA" src="http://priduhau.files.wordpress.com/2009/08/atgaaaabh7okrekl_dlqskv5tkcd2ln5vx_gz906ynj15mrjlllkgstodqle5sahipzzlgadyr7a0yw61lojit_tgftgajtu9vd5g4mfw8gnyosrrwxhenlzvrlsha.jpg?w=490" alt="ATgAAAABH7OKrEkL_dlQskV5Tkcd2LN5vX_gZ906YnJ15MRjlLlKgStodqle5SAhIpzzLGAdyr7a0YW61lojiT_TGftGAJtU9VD5G4MFw8gNYOsRRWXhenLzvrLShA"   /></p>
<p>É tão difícil falar de amor, um sentimento tão temido, desconhecido por uns e ansiado por outros. O meu amor é bem simples, amo sem frescuras, sem fantasmas. Vivo para amar meu Mengão, tenho certeza disso. Não importa se eu sou mais um pontinho no meio de milhões de flamenguistas, não importa se meu grito sairá abafado pelo uníssono grito de milhões, o que importa é que eu faço parte dessa torcida, eu amo nosso Mengão tanto quanto vocês, ou até mais, não duvidem.</p>
<p>Já escrevi muitos textos sobre o meu amor pelo Flamengo, sobre esse sentimento que me domina, esse sentimento que é inexplicável, mas que reside aqui dentro desde quando eu era um primitivo zigoto. Sentimento esse, que não pode ser definido por simples e frias palavras, é bem mais do que isso, é bem mais do que sua mente de não-flamenguista possa alcançar.</p>
<p>Você flamenguista sabe do que eu estou, pelo menos, tentando falar. Você, mais do que ninguém, sabe o que é fazer parte dessa torcida, sabe o que olhar pro Maraca e vê-lo lotado de milhares de pessoas, unidas por um só propósito e cantando em uma só voz, unidos pelo mesmo sentimento. Ali, todos ao mesmo tempo, sentem amor. Talvez seja o maior lugar do mundo com tanto amor junto, talvez ali se encontre todo o amor que o mundo precisa, mas não sabe empregar. O mundo seria perfeito se todos fossem flamenguistas.</p>
<p>Se você não faz parte da massa rubro-negra, não fique triste, não diga nada, muito menos nos menospreze, é só um conselho. Nós não temos culpa se você teve o azar de não nascer flamenguista, de não sentir isso que a gente sente, simplesmente não temos. Mas não esmoreça, não precisa dessa inveja toda meu amigo, não precisa de todo esses xingamentos para com a gente. Até porque a gente não está nem aí para vocês, meros adversários, enquanto nós flamenguistas, somos irmãos.</p>
<p>Xingamentos só nos fazem crescer, nos fazem ter mais e mais gana de ganhar e de, principalmente, humilhar vocês. Derrotas? Sim, tenho muitas, aliás, são elas que me fazem seguir em frente na ânsia de te derrotar dentro de campo novamente (Porque quem nunca perdeu pro Flamengo?). Vitórias? Incontáveis. Inúmeras vezes fui superior a você, fui superior ao seu time. Má fase? E quem não passa? Ao invés de vocês torcerem pro timinho de vocês, torcem contra o meu, aí está a explicação da má fase, é urucubaca mesmo. Mas o meu santo é mais forte, o meu time é melhor. Duvida? Espera sua vez chegar então. Passes errados, dribles mal feitos, gols perdidos, erros táticos? Garanto-te que teu time tem mais do que o meu. Aliás, pra você falar mal assim, o seu é perfeito? Longe disso meu amigo, se nem o meu é, imagina o seu, mas você sonha alto, heim?!</p>
<p>Meu time sempre entra em campo com raça, com amor, com paixão, como já dizia aquela velha canção. Meu time sempre sua em busca da vitória, meu time é o maior do Brasil, o maior do mundo, o mais amado, o mais seguido, o mais invejado e o menos abandonado. Porque quem é flamenguista de verdade, jamais abandonará esse manto, jamais vestirá o pano de outro time, outras cores que não sejam o vermelho e preto. Se você é aquele flamenguista de conveniência, não perca seu tempo, não precisamos de torcedores infiéis, porque daqui há três rodadas, quando a má fase surgir de novo, você estará do lado oposto, não precisamos disso, já temos a maior torcida do mundo, todos, sem exceção, fiéis.</p>
<p>Meu Flamengo é meu mundo, é minha vida, é o meu amor. Vivo por ti, morro por ti se for preciso. Nasci e morrerei rubro-negra, com o manto sagrado sobre o meu caixão. Você nunca entenderá, sinto muito. ‘Flamengo a tua glória é lutar’ e a minha é te amar, para toda a eternidade, e quem sabe até depois dela. E você, que acha que isso é impossível, espera sua vez chegar meu amigo, a sua derrota pro Flamengo, com certeza virá, mais cedo ou mais tarde, quem vai sentir o amargo gosto da derrota vai ser você, enquanto eu estarei amando mais ainda, se é que isso é possível.</p>
<p>E meu Flamengo, na minha morte, não fique triste, não irei fazer falta, tenho milhares de substitutos pra suprir esse amor que um dia eu senti por você. E meu amor, te vejo na próxima vida, sem falta, palavra de quem um dia dedicou a vida a te amar.</p>
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