Volúpia por: Rauann Antunes
A pele como veludo
Em atrito profundo,
A língua passando
Pelo pequeno umbigo
Provocando um longo arrepio
Como posso?
Sentir sintomas de frio
No calor de uma paixão
Seus cabelos enrolando
Em meus dedos
E deslizo
Como barcos em ondas
Curvas,
Oh curvas que não me canso
De Deslizar e desliza
Metade da Minha Maçã = M.M.M :’)
(Esse texto seria feito como depoimento para Mayara Mota Martins, mas como ele foi saindo de controle à medida em que eu ia escrevendo, porque não paravam de surgir conceitos, ideias, pensamentos a respeito dela e sobre ela, então decidir postá-lo aqui no blog. É mais uma homenagem para minha amiga, mas vale a pena lê-lo para ficar mais do que provado que amizades verdadeiras existem, e que vocês estão diante de uma.)
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Amiga,
Descobri que o verbo amar em persa tem o mesmo significado que ’ser amigo’, ou seja, o ‘eu te amo’ traduzido literalmente quer dizer: ‘te considero um amigo’, então é como se fosse um ‘eu te amo’ elevado ao quadrado, um para dizer que te considero uma amiga, e o outro, metalinguísticamente, justificando a própria expressão.
Eu posso sim dizer qe tenho uma amizade verdadeira (muito pensam que podem dizer isso, quando realmente não podem), calcada principalmente na confiança, e é bom acordar todos os dias e saber que eu tenho alguém do meu lado em quem eu posso confiar. Incrivelmente, você sabe tudo ao meu respeito, mas gosta de mim assim mesmo. Pode soar engraçado, mas havia tempos que eu estava procurando uma pessoa a qual eu pudesse dizer tudo que eu penso, contar tudo que eu faço de mais errado e até os meu acertos, uma pessoa que não ligasse pro meu jeito não tão educado de falar, que não ligasse a respeito das minhas mais loucas atitudes, e felizmente eu pude encontrar isso em você, que me aceita exatamente do jeito que eu sou, por isso não preciso, nem nunca vou, esconder nada de você. Ao seu lado sou o que sou, quando estou com você posso ser 100% eu mesma. Com você, e só com você, eu me atrevo a ser o que sou realmente.
Acho que nem um milhão de anos ao seu lado bastariam para completar nossa amizade, porque simplesmente ela é infinita. Existe algo mais agradável do que falar com alguém de tudo como se estivéssemos falando conosco mesmos? E é isso que eu sinto com você, quando falo com você é como seu eu estivesse olhando para um espelho e dizendo tudo que há dentro de mim, para mim mesma. Acho que isso se chama compatibilidade de almas, e mesmo que você não acredite, eu creio que em vidas passadas nós temos a grande probabilidade de ter sido irmãs. Não sei se você sabe amiga, mas na minha religião, a justificativa para nós amarmos tanto assim uma pessoa nessa vida, como eu amo você, é porque em vidas passadas tivemos laços, consanguíneos ou não, muito fortes e, nessa vida, podemos não voltar com um mesmo parentesco ou o mesmo tipo de laço, mas com certeza voltamos com o mesmo amor que nos unia anteriormente.
Amizade é um dom divino, é um dom que poucos têm. É algo sublime, perfeito, delicado. É um sentimento bom, gostoso de se sentir. Amigos são aquelas pessoas raras que perguntam como estamos e realmente prestam atenção na resposta. Até o silêncio entre nós duas é uma prova de amizade, porque nós conseguimos nos comunicar com um simples olhar recíproco, conseguimos transmitir pensamentos, emoções, ideias, simplesmente em um único olhar. Isso é muito raro amiga, uma sintonia dessas é muito rara entre duas pessoas, e tal sintonia só é capaz de ser transmitida em um só meio: o amor verdadeiro. Amiga, se um dia você quiser chorar, me chame. Não prometo te fazer sorrir, mas prometo chorar com você. E uma das cenas que eu tenho mais marcada na minha memória é o dia em que nós duas, dentro de sala de aula, choramos uma para outra e uma com a outra. Você me contando suas aflições, e bem no meio disso, me disse uma frase que vou levar comigo até meu leito de morte, uma frase simples, uma simples comparação que você fez na hora, talvez sem pensar, mas que me fez mais feliz do que já sou ao seu lado. Nunca vou esquecer daquele: ‘você é igual a ele, não consigo viver sem.’ Talvez essa frase, naquele momento, não tenha tido tanto peso pra você como teve para mim. Cara, aquilo me bateu como um furacão e na mesma hora pude entender porque eu sou tão feliz ao seu lado.
Penso em você todos os dias antes de dormir, e sabe aquele clichê do ‘filmezinho passando na cabeça’? Pois é o que exatamente acontece comigo, lembro-me de muitas coisas que passamos juntas, e posso afimar que só foram tão boas pelo simples fato de que estávamos juntas! Comparada às outras amizade, a nossa é relativamente nova, são mais ou menos três anos de amizade, mas é idiotice minha fazer comparações, mesmo nossa amizade sendo um bebê ela é real e intensa e, com certeza, vai crescer muito e acima de tudo, vai crescer junto com a gente. À medida que fomos crescendo, construindo nossa vida, ela vai crescendo junto, e fortalecendo cada vez mais. E há de chegar um dia em que cada uma de nós possuirá sua respectiva família, seus respectivos filhos, e quando esse dia chegar quero que estejamos mais amigas do que nunca, dividindo as alegrias e os percalços de ser mãe, porque sempre sonhamos juntas que teríamos filhos e não tardará muito para acontecer amiga. E mais um vez vamos estar vivendo um sonho juntas, como estamos atualmente.
Você pode dimensionar o tamanho da felicidade que eu estou vivendo agora? Amiga, nós entramos na faculdade juntas! Não é qualquer faculdade não, é UnB! Aquele nosso velho sonho distante se concretizou, e melhor ainda, se concretizou mais uma vez juntas. Estamos no mesmo curso, nos vemos todos os dias como nos, ainda recentes, tempos de escola. Você não tem noção de como isso é importante pra mim, definitivamente não suportaria viver longe de você, é um dependência mais forte do que a dependência química, é uma dependência afetiva. E eu pensava que você iria passar no vestibular e eu não, que você sairia daquela escola e eu não, que eu não poderia viver minha vida mais ao seu lado, cara isso tava me enlouquecendo na época, amiga, eu não suportaria viver sem você ao meu lado constantemente.
O dia que nossa amizade acabar, definitivamente vai ser o dia em que uma de nós estará morta. Porque só a morte que pode acabar com isso que eu sinto aqui dentro. E se existisse uma éspecie de ranking das mais verdadeiras amizades, nós com certeza estaríamos em primeiro lugar. Mas não precisa dessas coisas para comprovar isso, porque você já é primeiro lugar dentro do meu coração e eu ainda acho que o melhor jeito de provar isso ainda é o velho ‘EU TE AMO’ (dito em voz alta enquanto escrevia a frase anterior, empregado com todo o amor que reside no meu peito, dito exclusivamente a você, dito com o aval da mais pura e sincera verdade).
Sem Mais.
PS: espero que não tenho ficado meloso demais, cada linha desse texto foi escrita sob a regência indomável do meu coração, cada frase está imersa em um mar de sentimentos. E amiga, minha busca incessante não termina por aqui, um dia eu ainda acho as palavras certas para descrever esse amor, te prometo.
Priscilla Duhau.
Aborto: uma questão de caráter.

Um espermatozóide proveniente do pai, um óvulo por sua vez da mãe. Ambos se encontram num verdadeiro espetáculo da anatomia humana, células sexuais que se fundem sem perguntar opinião aos seus respectivos donos, se não queriam isso, que impedissem a união. Depois de divinal acontecimento, começa ali uma vida, sim para mim a vida começa na fecundação, a mórula é uma vida! E o embrião começa a crescer, tomar forma, sexo, vigor, totalmente dependente daquele ventre que o carrega, mas aninhado ali, confortavelmente em sua morada que deveria ser de nove meses. De repente, um objeto estranho começa a empurrá-lo, machucá-lo, e tenta feri-lo, dilacerá-lo a todo custo, ele tenta se esquivar por instinto de sobrevivência, mas seu esforço é em vão diante da cruel, iminente e dolorosa morte. Não menos de repente, é arrancado do calor do útero da pessoa que ele achava que poderia vir a chamar de mãe, nesse instante já está morto, não se ouvem mais pulsos de seu ínfimo coração e a vida já se esvaiu daquele pequeno ser. Eis o aborto senhores.
Esse só é mais um dos muitos métodos macabros de aborto. Se um feto apresenta de 6 a 16 semanas ele é literalmente sugado por uma cânula poderosíssima que o dilacera em várias partes a fim de ser aspirado. Existe o que se desmembra o feto para que então recolha os restos mortais, o envenenamento do líquido amniótico ao qual o feto está inserido ou até mesmo a sucção do cérebro da criança para em seguida a retirada do acéfalo. Cada método mais bestial que outro, que causa danos não só à mãe, mas ao bebê que na maioria das vezes já está com seu sistema nervoso formado, ou seja, sente dor.
Causa para tamanho ‘anti-humanismo’? Para mim, plausível somente em caso de estupro, e mesmo assim entram aí questões religiosas de que nada é por acaso, mas que são irrelevantes nesse texto. O que realmente levaria uma mulher a praticar tal demoníaco ato? Resposta impossível de dar se não se vive uma experiência dessas ativamente. O que se passa na cabeça dela, quais circunstâncias levaram-na a cogitar essa hipótese, em que meio ela vive, como se deu essa gravidez indesejada, enfim, motivações e/ou desculpas que talvez tentassem explicar o aborto.
Seria ele uma questão política, policial, social, religiosa ou pessoal? Bem, se fosse política o governo interviria mais nesse quesito e, além disso, contribuiria para a solução do mesmo, talvez implantando uma educação sexual desde a fase em que começamos a olhar o sexo oposto – medida de longo prazo – mas já que nosso eficaz governo não trabalha assim, poderiam ser feitas campanhas pró uso de métodos contraceptivos e quem sabe, uma melhoria do Sistema de Saúde, mas sem devaneios por enquanto.
Não vejo motivo para ser uma questão policial, talvez em caso de estupro, mas aí a lei vigente já assegura a permissão do aborto se a mãe assim o quiser. Questão social? Sim, apesar da sociedade sempre levar a culpa de todo o caos mundial, aquela velha história da desigualdade social, falta de emprego, condições de vida e moradia, aqueles fatores que serviriam de apoio para uma posterior justificativa materna. E não vamos pôr em xeque aqui possíveis desvios de caráter da mãe e/ou do pai, senão a coisa se torna banal.
Sempre caímos no aspecto religioso, trava impasses para tudo. A santa Igreja Católica é sumariamente contra o ato abortivo, de qualquer espécie. Pregando a família ideal, a fidelidade acima de tudo e mais utopias religiosas. Bem, uma instituição que patrocinou a Inquisição, tolerou e colaborou com o genocídio dos índios, abençoou a escravidão, não tem muita moral para dizer o que seus fiéis devem ou não fazer. Pra mim esse veemente posicionamento da Igreja está mais para um androcentrismo do que qualquer outra coisa. Aspecto pessoal: aí sim, o mais sensato de todos. Cabe à mulher decidir o que fazer com sua vida, ou melhor, o que fazer com a vida de seu FILHO. As mulheres não abortam sozinhas, o homem que abandona uma mulher grávida, está abortando antes mesmo que ela.
Enfim, não estou aqui para julgar, para dizer o que é certo o que é errado. Talvez eu só possa opinar depois de engravidar indesejadamente. Mas não prejudique uma criança que não tem nada a ver com as atrocidades mundiais, não se torne uma assassina pensando somente no próprio bem-estar, não mate o possível ídolo de alguém, o possível descobridor da cura da AIDS ou simplesmente o ser que irá chamá-la com toda ternura do mundo de ‘mãe’.
Fé, simplesmente.
Sempre quis escrever um texto sobre fé, somente. Acho que nunca tive nem a petulância muito menos a coragem de fazê-lo. Um assunto muito polêmico, entretanto essencial, aliás, nem sei se estou correta de tratá-la com um mero ‘assunto’. Seria mais que isso, muito mais, não sei definir, não sei se a sinto corretamente, não sei nem como me dirigir à ela, me causa arrepios. Estabeleceremos um acordo aqui para facilitar: irei chamá-la de ‘sentimento’. Pelo conceito, a palavra Fé denota em acreditar, confiar, apostar, crer, mas especificamente em quê? Tal ‘sentimento’ é capaz de acontecimentos extraordinários, inexplicáveis pela inexorável razão humana. Por causa dela, várias religiões se criaram, várias forças superiores surgiram, com ela e por causa dela, existe o terrível Mal.
Um clichê aqui é válido, nada em exagero faz bem, muito menos a Fé. Use-a corretamente, ou não. ‘Usar’ também não seria o verbo correto, não estamos tratando de um simples objeto. Sinta-a de maneira saudável. Viva com o apoio dela e não por ela. Faz-nos muito bem, nos dá paz, nos engrandece espiritualmente, nos auxilia no dia-a-dia, mas pode ser traiçoeira e nos cegar de uma hora para outra. Sim, a Fé pode nos fazer mal, pode destruir a nossa razão conquistada ao longo de bilhões e bilhões de anos pela evolução.
Por falar nisso, acho que não seria viável usar a palavra ‘Evolução’ nesse contexto. Evolução X Fé, Igreja X Razão, Deus X Ciência, paradoxos que existem em nossas mentes desde que a possuímos. Qual está nos dizendo a verdade? Quem é o grande vilão? Quem é que está tentando tapar nossos olhos diante da pura e simples verdade? Sinceramente eu não sei, e para ser mais sincera ainda, não quero nem saber. Na minha concepção, as duas andam juntas, são aliadas, mas a sociedade é quem trava as batalhas entre as mesmas.
Idólatras religiosos e céticos, dois radicais, cada qual em sua vertente. Ambos levam ao extremo suas crenças e provas, ambos não sabem discernir quem é o impostor da história. Acho que a maneira certa de enxergar as coisas é um meio termo. Para mim, Deus é um grande cientista, um matemático, físico, químico, biólogo, historiador, médico, advogado, juiz, enfim, que criou cada biosfera, cada animal, cada órgão, cada tecido, cada célula, cada organela, cada cromatina condensada baseando-se nessas Suas ‘formações’.
Não consigo acreditar de maneira nenhuma no casal mais fiel que já existiu, Adão e Eva. Os primeiros habitantes da Terra, ao qual ele foi feito do barro e ela da costela de seu cônjuge. Realmente a mulher tem um par de costelas a menos do que o homem, mas porque o homem possui uma caixa torácica maior, e não porque tudo começou quando Deus tirou a costela de Adão e com ela criou a bela e virgem, por pouco tempo, Eva. Isso soa como um absurdo para mim, mas para outros foi exatamente assim que surgiu o Homem.
Pôr em xeque tais questões pode não ser correto de minha parte. Talvez, aos olhos Dele, eu esteja praticando injustificável heresia em questioná-Lo. Quem me garante de que a cega da história aqui não seja eu? Muito provavelmente o Todo-Poderoso esteja olhando para mim agora e, lá de cima, está rindo da minha ínfima sabedoria e de minha colossal ignorância. ‘Só sei que nada sei. ’ Essa é a verdade. Que Ele me perdoe, mas nem sei se Ele realmente existe. Talvez a Fé seja um mero mecanismo que ajuda as pessoas a enfrentarem todos esses desastres, os massacres, as crueldades, a destruição, as guerras, as próprias pessoas, o sistema, o governo, o descaso, a miséria, a fome, a corrupção, o desemprego, a disparidade, a injustiça, a poluição e até o trânsito caótico, acreditem.
Indagações que nunca saberemos a resposta. Se Deus realmente existe, porque tanta barbárie? Por que tanta maldade no mundo? Por que tantos desastres causados pela própria Natureza que Ele mesmo criou? Por quê? Por quê? Enquanto isso, a minha distorcida mente prefere acreditar fielmente Nele, em Sua bondade, benevolência, sabedoria, justiça e blá blá blá. Somos Suas marionetes, e Ele, lá de sua morada divina, vai controlando cada movimento nosso e do nosso cenário. Mesmo controlados constantemente, às vezes fugimos disso e queremos ter uma espécie de ‘liberdade’, daí surge todo o mal e acaba que Ele não consegue mais controlar tanto ‘humanismo’ por assim dizer, que vai se espalhando como um câncer em metástase. O que nos resta é esperar que Ele corte os fios e, quem sabe transformar-nos em humanos de verdade e liberte a gente dessa constante ‘Alegoria da Caverna’.
Flamengo, meu time, minha vida.

É tão difícil falar de amor, um sentimento tão temido, desconhecido por uns e ansiado por outros. O meu amor é bem simples, amo sem frescuras, sem fantasmas. Vivo para amar meu Mengão, tenho certeza disso. Não importa se eu sou mais um pontinho no meio de milhões de flamenguistas, não importa se meu grito sairá abafado pelo uníssono grito de milhões, o que importa é que eu faço parte dessa torcida, eu amo nosso Mengão tanto quanto vocês, ou até mais, não duvidem.
Já escrevi muitos textos sobre o meu amor pelo Flamengo, sobre esse sentimento que me domina, esse sentimento que é inexplicável, mas que reside aqui dentro desde quando eu era um primitivo zigoto. Sentimento esse, que não pode ser definido por simples e frias palavras, é bem mais do que isso, é bem mais do que sua mente de não-flamenguista possa alcançar.
Você flamenguista sabe do que eu estou, pelo menos, tentando falar. Você, mais do que ninguém, sabe o que é fazer parte dessa torcida, sabe o que olhar pro Maraca e vê-lo lotado de milhares de pessoas, unidas por um só propósito e cantando em uma só voz, unidos pelo mesmo sentimento. Ali, todos ao mesmo tempo, sentem amor. Talvez seja o maior lugar do mundo com tanto amor junto, talvez ali se encontre todo o amor que o mundo precisa, mas não sabe empregar. O mundo seria perfeito se todos fossem flamenguistas.
Se você não faz parte da massa rubro-negra, não fique triste, não diga nada, muito menos nos menospreze, é só um conselho. Nós não temos culpa se você teve o azar de não nascer flamenguista, de não sentir isso que a gente sente, simplesmente não temos. Mas não esmoreça, não precisa dessa inveja toda meu amigo, não precisa de todo esses xingamentos para com a gente. Até porque a gente não está nem aí para vocês, meros adversários, enquanto nós flamenguistas, somos irmãos.
Xingamentos só nos fazem crescer, nos fazem ter mais e mais gana de ganhar e de, principalmente, humilhar vocês. Derrotas? Sim, tenho muitas, aliás, são elas que me fazem seguir em frente na ânsia de te derrotar dentro de campo novamente (Porque quem nunca perdeu pro Flamengo?). Vitórias? Incontáveis. Inúmeras vezes fui superior a você, fui superior ao seu time. Má fase? E quem não passa? Ao invés de vocês torcerem pro timinho de vocês, torcem contra o meu, aí está a explicação da má fase, é urucubaca mesmo. Mas o meu santo é mais forte, o meu time é melhor. Duvida? Espera sua vez chegar então. Passes errados, dribles mal feitos, gols perdidos, erros táticos? Garanto-te que teu time tem mais do que o meu. Aliás, pra você falar mal assim, o seu é perfeito? Longe disso meu amigo, se nem o meu é, imagina o seu, mas você sonha alto, heim?!
Meu time sempre entra em campo com raça, com amor, com paixão, como já dizia aquela velha canção. Meu time sempre sua em busca da vitória, meu time é o maior do Brasil, o maior do mundo, o mais amado, o mais seguido, o mais invejado e o menos abandonado. Porque quem é flamenguista de verdade, jamais abandonará esse manto, jamais vestirá o pano de outro time, outras cores que não sejam o vermelho e preto. Se você é aquele flamenguista de conveniência, não perca seu tempo, não precisamos de torcedores infiéis, porque daqui há três rodadas, quando a má fase surgir de novo, você estará do lado oposto, não precisamos disso, já temos a maior torcida do mundo, todos, sem exceção, fiéis.
Meu Flamengo é meu mundo, é minha vida, é o meu amor. Vivo por ti, morro por ti se for preciso. Nasci e morrerei rubro-negra, com o manto sagrado sobre o meu caixão. Você nunca entenderá, sinto muito. ‘Flamengo a tua glória é lutar’ e a minha é te amar, para toda a eternidade, e quem sabe até depois dela. E você, que acha que isso é impossível, espera sua vez chegar meu amigo, a sua derrota pro Flamengo, com certeza virá, mais cedo ou mais tarde, quem vai sentir o amargo gosto da derrota vai ser você, enquanto eu estarei amando mais ainda, se é que isso é possível.
E meu Flamengo, na minha morte, não fique triste, não irei fazer falta, tenho milhares de substitutos pra suprir esse amor que um dia eu senti por você. E meu amor, te vejo na próxima vida, sem falta, palavra de quem um dia dedicou a vida a te amar.
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